A base do crânio forma o assoalho da cavidade craniana e pode ser dividida em três fossas ou andares:
Fossa anterior, fossa média e fossa posterior

Cada uma delas acomoda uma parte diferente do cérebro.

Anterior

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Média

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Posterior

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SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Fossa anterior

Também chamada de andar superior da base do crânio, é formada pelas lâminas orbitais do frontal, pela lâmina crivosa do etmóide e pelas asas menores e parte anterior do esfenóide.

O osso frontal é marcado na linha mediana por uma crista corporal, conhecida como crista frontal

Ele se projeta para cima e atua como um local de fixação para a foice do cérebro (uma lâmina de dura-máter que divide os dois hemisférios cerebrais).

Na linha mediana do osso etmoidal, a crista galli (latim para pente de galo) está situada. 

Esta é uma projeção ascendente do osso, que atua como outro ponto de fixação para a foice do cérebro.

Em ambos os lados da crista galli está a lâmina cribriforme que suporta o bulbo olfatório e tem numerosos forames que transmitem vasos e nervos.

A face anterior do osso esfenoidal fica dentro da fossa craniana anterior. Do corpo central, as asas menores surgem. 

As extremidades arredondadas das asas menores são conhecidas como processos clinóides anteriores

Elas servem como um local de fixação para o tentório do cerebelo (uma lâmina de dura-máter que divide o cérebro do cerebelo). 

As asas menores do osso esfenóide também separam as fossas cranianas anterior e média.

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NETTER: Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed

Fossa média

Também chamada de andar médio da base do crânio, é formada anteriormente pelas asas menores do esfenóide, posteriormente pela porção petrosa do osso temporal e lateralmente pelas escamas do temporal, osso parietal e asa maior do esfenóide.

A fossa craniana média consiste em uma porção central, que contém a glândula hipófise (pituitária), e duas porções laterais, que acomodam os lobos temporais do cérebro.

Ambas as partes da fossa são marcadas por numerosos marcos ósseos, que serão discutidos abaixo:

 

Parte central

A parte central da fossa craniana média é formada pelo corpo do osso esfenóide

Ele contém a fossa hipofisária (sela turca), que é uma proeminência óssea em forma de sela. 

Ele atua para manter e apoiar a glândula hipófise e consiste em três partes:

 

O tubérculo da sela turca (chifre da sela) é uma elevação vertical do osso. Forma a parede anterior da sela turca e a face posterior do sulco quiasmático (um sulco entre os canais ópticos direito e esquerdo).

A fossa hipofisária ou fossa hipofisial (assento da sela) fica no meio da sela turca. É uma depressão no corpo do esfenóide, que contém a glândula pituitária.

O dorso da sela (parte posterior da sela) forma a parede posterior da sela turca. É um grande quadrado de osso, apontando para cima e para frente. Ele separa a fossa craniana média da fossa craniana posterior.

A sela turca é cercada pelos processos clinóides anteriores e posteriores

Os processos clinóides anteriores originam-se das asas menores esfenoidais, enquanto os processos clinóides posteriores são as projeções superolaterais do dorso da sela. 

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NETTER: Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed
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Fossa posterior

Também chamada de andar inferior, é constituída pelo dorso da sela e clivo do esfenóide, pelo occipital e parte petrosa e mastóidea do temporal. 
Essa é a maior fossa do crânio e também abriga o maior forame do crânio, o forame magno.

A fossa craniana posterior abriga o tronco encefálico e o cerebelo.

Juntamente com as estruturas anatômicas macroscópicas do tronco encefálico e do cerebelo, a fossa craniana posterior também acomoda artérias e nervos associados. 

Esta fossa é dividida medialmente por uma crista de osso, a crista occipital interna.

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forames das fossa posterior

Existem vários pontos ósseos e forames presentes na fossa craniana posterior (um forame é simplesmente um buraco que permite a passagem de uma estrutura – geralmente um vaso sanguíneo ou nervo).

 

Osso temporal

O meato acústico interno é uma abertura oval na face posterior da parte petrosa do osso temporal. 

Dá passagem para o nervo facial (NC VII), nervo vestibulococlear (NC VIII) e artéria labiríntica.

 

Osso occipital

Uma grande abertura, o forame magno, encontra-se centralmente no assoalho da fossa craniana posterior. 

É o maior forame do crânio

Transmite a medula do cérebro, meninges, artérias vertebrais, nervo acessório da coluna vertebral (ascendente), veias durais e artérias espinhais anterior e posterior. 

Anteriormente, um declive, conhecido como o clivo, conecta o forame magno com o dorso da sela.

O forame jugular está situado em ambos os lados do forame magno. 

Cada um transmite o nervo glossofaríngeo, nervo vago, nervo acessório espinhal (descendente), a veia jugular interna, seio petroso inferior, seio sigmóide e os ramos das meninges das artérias faríngea ascendente e occipital.

Imediatamente superior à margem ântero-lateral do forame magno é o canal do nervo hipoglosso. Transmite o nervo hipoglosso através do osso occipital.

NETTER: Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed
NETTER: Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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