Formado por duas massas laterais, denominadas de hemisférios cerebrais direito e esquerdo
São separados parcialmente pela fissura longitudinal do cérebro.
Funcionalmente, o hemisfério esquerdo está relacionado com a lógica e raciocínio, enquanto que o direito com percepção, abstração e musicalidade.
O padrão motor da maior parte das pessoas é comandado pelo hemisfério cerebral esquerdo, que controla os músculos da metade direita do corpo. 
A atividade motora pode ser estimulada e treinada durante a vida, capacitando uma pessoa ao ambidestrismo.
Os hemisférios cerebrais se comunicam, a principal estrutura inter-hemisférica de comunicação é o corpo caloso, formado exclusivamente por fibras nervosas mielinizadas.
No interior do telencéfalo estão localizados os ventrículos laterais (direito e esquerdo), em seus respectivos hemisférios cerebrais.
No telencéfalo encontramos circunvoluções denominadas de giros
Os giros permitiram aumentar a superfície para os neurônios, e ao mesmo tempo diminuir o tamanho do telencéfalo. 
Os giros do telencéfalo são separados por sulcos.
O telencéfalo é dividido em partes denominadas de lobos
São cinco lobos anatômicos do telencéfalo e um lobo considerado funcional.
Dos cinco lobos anatômicos, quatro deles se relacionam com os ossos do crânio, recebendo a mesma denominação.
Os lobos anatômicos do telencéfalo são: frontal, parietal, temporal, occipital e insular. 
O lobo insular não se relaciona com os ossos do crânio.
O lobo funcional do telencéfalo é o lobo límbico, que abrange parte dos lobos frontal, parietal e temporal.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

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O estudo do telencéfalo pode ser realizado de forma didática levando em consideração as suas três faces:

súpero-lateral, inferior e medial.

face súpero-lateral do telencéfalo

Na face súpero-lateral identificamos os quatro lobos do telencéfalo (frontal, parietal, temporal e occipital).
Dois grandes sulcos são visíveis: sulco central e sulco lateral.
Sulco central (“sulco de Rolando”): separa os lobos frontal e parietal. Inicia-se na face medial do telencéfalo, terminando no sulco lateral.
Sulco lateral (“sulco de Sylvius”): separa os lobos frontal do temporal e, o temporal do parietal. Inicia-se profundamente na base do crânio, dirigindo-se para a face súpero-lateral. Profundamente ao sulco lateral está localizado o lobo insular.
 
Os giros da face súpero-lateral serão descritos abaixo, de forma sucinta, e indicaremos as principais funções.

Lobo frontal

Apresenta quatro giros na face súpero-lateral: giro frontal superior, giro frontal médio, giro frontal inferior e giro pré-central.
Os giros frontais apresentam disposição ântero-posterior, enquanto que o giro pré-central é súpero-inferior.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Giro frontal superior

Estende-se da face medial do telencéfalo (nessa região pode ser denominado de giro frontal medial), até o sulco frontal superior.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Giro frontal médio

Localiza-se entre os sulcos frontais superior e inferior.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Giro frontal inferior

Localizado inferiormente ao sulco frontal inferior. É a área motora da fala. No lado direito está envolvido com o ritmo e entonação da fala.
Imagem: https://commons.wikimedia.org
Os giros frontais superior e médio respondem por diversas funções. 
A porção mais anterior desses giros é denominada de área pré-frontal, relacionada com funções como atenção, iniciativa e comportamento social.
As porções mais posteriores desses giros estão envolvidas com o movimento somático (áreas motoras secundárias), que controlam movimentos posturais e elaboram a programação do movimento, antes que o mesmo ocorra.

Giro pré-central

Localizado entre os sulcos pré-central (anteriormente) e central (posteriormente).
O giro pré-central contém neurônios motores, desta forma, essa é a área motora somática primária.
Os neurônios localizados no giro pré-central são denominados de neurônios motores superiores, realizando sinapse com os neurônios motores inferiores (localizados nas colunas anteriores da medula espinal).
O giro pré-central direito comanda os músculos estriados esqueléticos do lado oposto.
Há uma representação funcional do corpo no giro pré-central, quanto maior a função motora da parte do corpo, maior é a quantidade de neurônios no giro pré-central (Homúnculo motor de Penfild).
Imagem: https://commons.wikimedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

Lobo parietal

Na face súpero-lateral apresenta três giros
A divisão dos giros é peculiar.
O lobo parietal é separado em duas áreas menores, lóbulos parietais superior e inferior, pelo sulco intra-parietal.
O lóbulo parietal inferior contém os giros supramarginal e angular.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Giro pós-central

Localizado entre os sulcos central (anteriormente) e pós-central (posteriormente).
O giro pós-central contém neurônios sensitivos, constituindo a área sensitiva somática primária.
O giro pós-central direito recebe os estímulos sensitivos provenientes do lado oposto do corpo (com exceção da cabeça que possui representação sensitiva bilateral).
Há uma representação funcional do corpo no giro pós-central, quanto maior a sensibilidade da parte do corpo, maior é a quantidade de neurônios no giro pós-central (Homúnculo sensitivo de Penfild).
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lóbulo parietal superior

Localizado superiormente ao sulco intraparietal.
Está relacionado com funções interpretativas sensitivas (gnosia).
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lóbulo parietal inferior

Localizado inferiormente ao sulco intraparietal.
Nesse lóbulo estão localizados dois giros, o giro supramarginal (anteriormente, na direção do término do sulco lateral), e o giro angular (posteriormente).
O giro supramarginal comunica-se anteriormente com o giro pós-central e, posteriormente com o giro temporal superior.
Os giros supramarginal e angular possuem conexões com o lobo temporal (principalmente o giro temporal transverso anterior – “área de Heschl”), formando a área do cérebro responsável pela compreensão da linguagem falada (“área de Wernick”).
O lóbulo parietal inferior também está relacionado com o esquema corporal (percepção do corpo no espaço).
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lobo temporal

Na face súpero-lateral do cérebro, encontra-se inferiormente ao sulco lateral.
É formado por três giros temporais: superior, médio e inferior.
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Giro temporal superior

Localizado entre os sulcos lateral e temporal superior. Esse giro prolonga-se até a intersecção entre os lobos parietal e occipital.
Apresenta uma parte profunda, dirigida medialmente no sulco lateral, denominado de giro temporal transverso.
Essa área está relacionada com a audição primária.
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Giro temporal médio

Localizado entre os sulcos temporais superior e inferior.
Está relacionado com funções visuais secundárias, como o reconhecimento facial (identificação de pessoas).
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Giro temporal inferior

Localizado inferiormente ao sulco temporal inferior, estendendo-se para a face inferior do telencéfalo.
Está relacionado com funções visuais secundárias, como a identificação de objetos e formas complexas.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lobo occipital

Na face súpero-lateral não apresenta giros e sulcos nominados.
Sua precisa delimitação é realizada pela incisura pré-occipital, que o separa do lobo temporal.
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Face inferior do telencéfalo

A face inferior do telencéfalo apóia na base do crânio (com exceção do pólo occipital).
Os lobos frontal, temporal e occipital são visualizados nessa face.
Parte dos giros e sulco dos lobos occipital e temporal é contínua, por essa razão, descreveremos esses dois lobos juntos.
Lobos temporal e occipital: na face inferior do telencéfalo, o lobo temporal está alojado na fossa média do crânio, enquanto que, o lobo occipital está separada do fossa posterior do crânio pela presença do cerebelo.
Localizam-se nessa região os giros: temporal inferior, occipitotemporal lateral, occipitotemporal medial (giro lingual), parahipocampal e o únco.

Giro temporal inferior

Estende-se da face súpero-lateral, do sulco temporal inferior, até o sulco occipitotemporal.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Giro occipitotemporal lateral

Localizado entre os sulcos occipitotemporal e colateral.
Está relacionado com a função visual secundária (reconhecimento de cor, face, números e palavras).
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Giro occipitotemporal medial

Localizado entre os sulcos colateral e calcarino.
O giro occipitotemporal medial está relacionado com a função visual primária.
Imagem: https://commons.wikimedia.org
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Giro parahipocampal

Continuação do giro occipitotemporal medial, dirigindo-se anteriormente.
O giro parahipocampal anteriormente se curva para constituir o únco e, posteriormente se conecta com o giro do cíngulo.
O giro parahipocampal está relacionado com a memória, ativando-se no momento de recordação topográfica: imagens de regiões e lugares (cidades, quartos, salas).
O únco está relacionado com funções olfatórias.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lobo frontal

A face inferior do lobo frontal está apoiada na fossa anterior do crânio. 
Os giros são irregulares, denominados de giros orbitais.
O sulco olfatório e o giro reto estão relacionados.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Sulco olfatório

Aloja o bulbo e o trato olfatório.
O bulbo olfatório contém o corpo celular do segundo neurônio da via olfatória.
Seus axônios formam o trato olfatório, que se dirige posteriormente, dividindo-se em duas estrias olfatórias, uma medial e outra lateral.
A estria olfatória lateral envia informações para o únco e giro parahipocampal, enquanto que a estria olfatória medial envia as informações para a área septal, localizada na face medial do lobo frontal.
Imagem: https://commons.wikimedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Face medial do telencéfalo

A face medial do telencéfalo é estudada nos cortes sagitais medianos do encéfalo.
Evidencia os lobos frontal, parietal e occipital, além de estruturas não corticais, a substância branca, sendo: corpo caloso, fórnice, comissura anterior, lâmina terminal e o septo pelúcido.
Nessa face, também fica evidente as estruturas corticais do lobo límbico, localizadas nos lobos frontal e parietal (no lobo temporal estão localizadas na face inferior).
Abaixo está descrito as estruturas do telencéfalo da face medial em uma sequência mais simples para o estudo.

Corpo caloso

Formado por fibras nervosas mielinizadas, é o principal feixe de associação inter-hemisférico.
O corpo caloso é dividido de anterior para posterior em: rostro, joelho, tronco e esplênio.
Imagem: https://commons.wikimedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Fórnice

(do latim fornix – arco): formado por fibras mielínicas, que se projetam do córtex do hipocampo para os núcleos dos corpos mamilares (integra parte do sistema límbico – “circuito de Papez”).
Apresenta duas projeções posteriores, denominadas de pilares, que se ligam ao hipocampo.
Os pilares se unem para formar o corpo do fórnice (inferior ao corpo caloso) e, separa-se anteriormente, formando as colunas do fórnice, que se projetam nos corpos mamilares do hipotálamo.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Septo pelúcido

(do latim septum – cerca, e pellucidus – transparente): é uma parede triangular, ligado superiormente no tronco e joelho do corpo caloso, até o fórnice, inferiormente.
O septo pelúcido é formado por duas lâminas, separadas uma cavidade estreita (cavidade do septo pelúcido, essa cavidade pode se apresentar dilatada, constituindo o Vº ventrículo).
O septo pelúcido separa os ventrículos laterais.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Giro do cíngulo

(do latim cingula – cintura): localizado superiormente ao corpo caloso. Seu limite superior é o sulco do cíngulo.
O giro do cíngulo tem início no lobo frontal, segue para o lobo parietal, contornando superiormente o corpo caloso.
Na região posterior, próximo ao esplênio do corpo caloso, torna-se estreito formando o istmo do giro do cíngulo, que se comunica com o giro parahipocampal.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Sulco do cíngulo

O sulco do cíngulo está localizado superiormente ao giro do cíngulo.
Em seu trajeto origina o sulco subparietal e o ramo marginal do sulco do cíngulo.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Ramo marginal do sulco do cíngulo

Destaca-se da região posterior do sulco do cíngulo, com direção superior.
Separa o pré-cúneo (localizado posteriormente), do lóbulo paracentral (localizado anteriormente).
Imagem: https://commons.wikimedia.org
Sulcos calcarinos, parietoccipital, ramo marginal do sulco do cíngulo, central e paracentral: 
Esses sulcos dividem a face medial em áreas específicas. 
Estão ordenados de posterior para anterior.

Sulco calcarino

(do latim calcarinus – forma de esporão): sulco horizontal, localizado no lobo occipital,  que separa o giro occipitotemporal medial (inferiormente) do cúneo (superiormente).
O cúneo está relacionado com a função visual primária.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Sulco parietoccipital

Sulco de direção obliqua que separa os lobos occipital e parietal.
Posteriormente ao sulco parietoccipital está o cúneo e, anteriormente o pré-cúneo.
Imagem: https://commons.wikimedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Sulco central

Com início no sulco lateral, o sulco central cruza toda a face súpero-lateral do telencéfalo, terminando na parte superior da face medial.
Separa o lóbulo paracentral em duas áreas: anterior (motora) e posterior (sensitiva).
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Sulco paracentral

Sulco vertical que termina no sulco do cíngulo, separando o lóbulo paracentral do giro frontal superior.
Próximo ao rostro do corpo caloso é possível identificar a comissura anterior, lâmina terminal e a área septal.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Comissura anterior

Fibras de associação inter-hemisféricas, localizada inferiormente ao rostro do corpo caloso.
Estabelece união entre os lobos temporais.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lâmina terminal

Lâmina fina de tecido nervoso localizada entre a comissura anterior (superiormente) e o quiasma óptico (inferiormente).
No desenvolvimento embrionário, o prosencéfalo se divide em duas vesículas, o telencéfalo e o diencéfalo.
As vesículas telencefálicas são unidas medialmente pela lâmina terminal.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Área septal

Localizada no lobo frontal, anteriormente a lâmina terminal.
Estabelece conexões com o hipotálamo e formação reticular.
É considerada uma área cerebral relacionada com o prazer.
Imagem: https://commons.wikimedia.org

Lobo insular

(do latim insula – ilha): lobo de localização profunda ao sulco lateral, sendo recoberto pelos lobos frontal, parietal e temporal.
O córtex da insula está localizado lateralmente à cápsula extrema (substância branca do cérebro).
O lobo insular apresenta giros longos (posteriores) e curtos (anteriores).
Está relacionado com funções emocionais (fobias), sensoriais e motoras viscerais, vestibulares, movimentos somáticos e fala (apraxia).
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Hipocampo

(do grego hippokampos – cavalo-marinho): é uma formação profunda, localizada no lobo temporal, formando um arco sobre o corno temporal do ventrículo lateral.
É formado pelo córtex mais antigo (arquicórtex). 
A porção anterior do hipocampo é dilatada, e denominada de pé do hipocampo (“corno de Ammon”).
A porção súpero-medial do hipocampo é constituída pelo giro denteado.
Entre o pé do hipocampo e o giro parahipocampal está localizado o subículo (do latim subiculum – que suporta).
O hipocampo está envolvido com função de memória de curto prazo
Imagem: https://en.wikipedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Lobo límbico

É constituído por estruturas nervosas que formam um limbo na face medial do telencéfalo (nos lobos frontal, parietal e temporal).
É formado por estruturas corticais e subcorticais.
O lobo límbico está envolvido com o comportamento emocional, sexual e processamentos de memorização.

Componentes corticais do lobo límbico

Giro do cíngulo
Imagem: https://commons.wikimedia.org
Giro parahipocampal
Imagem: https://commons.wikimedia.org
Hipocampo
Imagem: https://en.wikipedia.org

Componentes subcorticais do lobo límbico

Corpo amigdalóide, área septal, núcleos mamilares, núcleos anteriores do tálamo e núcleos habenulares.
Corpo amigdalóide
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
Área septal
Imagem: https://commons.wikimedia.org
Núcleos mamilares
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
Núcleos ant. do tálamo
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
Núcleos habenulares
Imagem: https://commons.wikimedia.org
William James foi o primeiro a propor a teoria das emoções.
Após o indivíduo receber um estímulo, o cérebro gera as emoções (taquicardia, dispnéia, angústia, medo, etc.).
Posteriormente, Walter Cannon propôs outra teoria, com a hipótese de que o tálamo seria o centro fundamental das emoções, e a partir dele os estímulos elétricos seriam enviados ao córtex cerebral e ao hipotálamo (ocorrendo alterações viscerais, via parte autônoma do sistema nervoso).
James Papez demonstrou que não havia apenas um centro cerebral envolvido com as emoções.
Sua teoria é a mais importante contribuição no estudo funcional das emoções. Seu trabalho demonstrou um circuito cerebral reverberativo, que utiliza de estruturas corticais e subcorticais
A direção dos impulsos no circuito proposto por Papez é:
Hipocampo – fórnice – núcleos mamilares – fascículo mamilotalâmico – núcleos anteriores do tálamo – cápsula interna – giro do cíngulo – giro parahipocampal – hipocampo.
Contribuições do trabalho de Paul MacLean incluíram outras estruturas encefálicas que se conectam com o circuito de Papez, sendo: área pré-frontal, corpo amigdalóide, área septal e tronco encefálico.

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Centro medular branco do cérebro

Esse centro é formado por fibras nervosas mielínicas, divididas em dois grupos:
Fibras nervosas de associação e fibras nervosas de projeção.

Fibras nervosas de associação

Conectam áreas corticais entre si, podendo ser intra-hemisféricas ou inter-hemisféricas.

Fibras de associação intra-hemisféricas

Fascículo do cíngulo (conecta os lobos frontal e temporal), fascículo longitudinal superior (conecta os lobos frontal, parietal e occipital), fascículo longitudinal inferior (conecta os lobos occipital e temporal), fascículo uncinado (conecta os lobos frontal e temporal), e cápsula extrema (localizada entre o córtex insular e o claustro, conecta o córtex insular ao córtex do giro frontal inferior).
imagem: http://www.spektrum.de/
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Fibras de associação inter-hemisféricas

Comissura anterior (conecta os lobos temporais), corpo caloso (conecta áreas simétricas do córtex cerebral), e comissura do fórnice (conecta os hipocampos).
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Fibras nervosas de projeção

Conectam áreas corticais com áreas subcorticais.

Capsula interna

Ampla faixa branca, em forma de letra “V”, cujo vértice se dirige medialmente.
É constituída por um ramo anterior (entre os núcleos caudado e lentiforme), um joelho, e um ramo posterior (entre o tálamo e o núcleo lentiforme).
O ramo anterior apresenta fibras provenientes da parte frontal do córtex cerebral para a ponte.
O joelho da cápsula interna contém fibras corticonucleares, provenientes do córtex motor para os núcleos dos nervos cranianos, localizados no tronco encefálico.
O ramo posterior apresenta fibras corticospinais (anteriormente para os membros superiores, em seguida para o tronco e membros inferiores). 
A maior parte das fibras aferentes ou eferentes do córtex cerebral passam pela cápsula interna.
Acima da margem superior dos núcleos da base, a cápsula interna se continua como coroa radiada, projetando-se para o córtex cerebral.
Inferiormente aos núcleos da base a cápsula interna forma os pedúnculos cerebrais (no mesencéfalo).
Imagem: https://nl.wikipedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Capsula externa

Localizada entre o claustro e o núcleo lentiforme (putame).
É constituída por fibras profundas frontoccipitais, corticoestriadas e corticorreticulares.
Imagem: https://nl.wikipedia.org
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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