S.N.C. – Meninges

O encéfalo e a medula espinhal são envolvidos e protegidos por lâminas (ou membranas) de tecido con­juntivo chamadas, em conjunto, meninges.

Estas lâminas são, de fora para dentro:

A dura-máter, a aracnóide e a pia-máter.

 

Dura-máter: camada fibrosa externa espessa e resistente;

Aracnoide-máter: camada fina intermediária;

Pia-máter: delicada camada interna vascularizada.

 A dura-máter do encéfalo está relacionada com a face interna do osso do neurocrânio adjacente; a dura-máter da medula espinal é separada do osso adjacente da coluna vertebral por um espaço extradural cheio de gordura.

En­tre as duas está a aracnóide, da qual partem fibras delicadas que vão ter è pia-máter, constituindo uma re­de semelhante a uma teia de aranha.

A aracnóide é separada da dura-máter por um espaço capilar deno­minado espaço subdural e da pia-máter pelo espaço subaracnóide, onde circula o líquido cérebro-espinhal ou líquor, ou seja, o líquido cerebroespinal (LCE) está localizado entre a piamáter e a aracnoide-máter.

 

parte craniana das meninges

parte craniana DA DURA-MÁTER

É uma membrana bilaminar, densa e espessa também é denominada paquimeninge.

As duas camadas da dura-máter craniana são uma camada periosteal externa, formada pelo periósteo que cobre a face interna da calvária, e uma camada meníngea interna, uma membrana fibrosa forte e contínua no forame magno com a parte espinal da dura-máter que reveste a medula espinal.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

parte craniana DA aracnoide-MÁTER e pia-máter

A aracnoide-máter e a pia-máter são as mais finas e moles (leptomeninges) desenvolvem-se a partir de uma única camada de mesênquima que circunda o encéfalo embrionário e forma as partes parietal (aracnoide-máter) e visceral (pia-máter) da leptomeninge.

A derivação da aracnoide-pia de uma única camada embrionária é indicada no adulto pelas numerosas trabéculas aracnóideas, semelhantes a teias, que passam entre a aracnoide-máter e a pia-máter e que conferem à aracnoide seu nome.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

parte espinal das meninges

parte espinal DA DURA-MÁTER

A parte espinal da dura-máter é separada do osso coberto por periósteo e dos ligamentos que formam as paredes do canal vertebral pelo espaço extradural (epidural).

Esse espaço é ocupado pelo plexo venoso vertebral interno incrustado em matriz adiposa (gordura extradural).

O espaço extradural segue por toda a extensão do canal vertebral, terminando superiormente no forame magno e lateralmente nos forames intervertebrais, quando a dura-máter adere ao periósteo que circunda cada abertura, e inferiormente, quando o hiato sacral é fechado pelo ligamento sacrococcígeo.

A dura-máter espinal forma o saco dural espinal, uma longa bainha tubular dentro do canal vertebral

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

parte espinal DA aRACNOIDE-MÁTER

A parte espinal da aracnoide-máter é uma membrana avascular delicada, formada por tecido fibroso e elástico que reveste
o saco dural espinal e as bainhas durais da raiz.

Envolve o espaço subaracnóideo preenchido por LCE, que contém a medula espinal, raízes dos nervos espinais e gânglios sensitivos de nervos espinais.

A parte espinal da aracnoide-máter não está fixada à dura-máter espinal, mas é mantida contra sua face interna pela
pressão do LCE.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

parte espinal DA pia-MÁTER

A membrana mais interna de revestimento da medula espinal, é fina e transparente, e acompanha de perto todos os acidentes anatômicos da medula espinal.

A parte espinal da pia-máter também cobre diretamente as raízes dos nervos espinais e os vasos sanguíneos espinais.

Abaixo do cone medular, a parte espinal da pia-máter continua como filamento terminal.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Espaços associados às meninges espinais

Dos três “espaços” meníngeos comumente citados em relação às meninges cranianas, apenas um existe como espaço na
ausência de doença.

Exemplos:

“espaço” extradural ou epidural não é um espaço natural entre o crânio e a lâmina periosteal externa da dura-máter porque a dura está fixada aos ossos.

Só se torna um espaço extradural em caso de afecção — por exemplo, quando o sangue proveniente da ruptura de vasos meníngeos afasta o periósteo do crânio.

Do mesmo modo, a interface ou junção da dura-máter com a aracnoide-máter (“espaço subdural”) não é um espaço natural entre a dura-máter e a aracnoide-máter.

O espaço subaracnóideo, entre a aracnoide-máter e a pia-máter, é sim um espaço real que contém LCE, células trabeculares, artérias e veias.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

vascularização das meninges

Aracnoide-máter e pia-máter

Pia-máter: É muito vascularizada por uma rede de finos vasos sanguíneos.

Aracnoide-máter: É avascular,

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Dura-máter

As artérias da dura-máter fornecem mais sangue para a calvária do que para a dura-máter.

O maior desses vasos, a artéria meníngea média, é um ramo da artéria maxilar.

Percorre o espaço virtual entre a dura-máter e osso temporal e seus ramos alcançam o osso parietal.

Se divide em dois ramos: anterior e posterior.
O ramo anterior irriga a região parietal e a região occipital. O ramo posterior irriga a região temporal.

As veias meníngeas médias acompanham a artéria meníngea média, deixam a cavidade do crânio através do forame espinhoso ou forame oval e drenam para o plexo venoso pterigóideo.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

INERVAÇÃO DA DURA-MÁTER

A dura-máter dos assoalhos das fossas anterior e média do crânio e do teto da fossa posterior do crânio é inervada por ramos meníngeos que se originam direta ou indiretamente do nervo trigêmeo (NC V).

Existem três divisões do nervo trigêmeo: NC V1, NC V2 e NC V3. Cada um deles contribui com um ramo ou ramos meníngeos.

Os ramos meníngeos anteriores dos nervos etmoidais (NC V1) e os ramos meníngeos dos nervos maxilar (NC V2) e mandibular (NC V3) suprem a dura-máter da fossa anterior do crânio.

NC V2 e NC V3 também suprem a dura-máter da fossa média do crânio.

A dura-máter que forma o teto da fossa posterior do crânio (tentório do cerebelo) e a parte posterior da foice do cérebro é suprida pelo nervo tentorial (um ramo do nervo oftálmico), enquanto a parte anterior da foice do cérebro é inervada por ramos ascendentes dos ramos meníngeos anteriores.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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