formação do Plexo cervical

Os oito pares de nervos cervicais são derivados de segmentos da medula entre o nível do forame magno e da metade da sétima vértebra cervical.
Os nervos cervicais emergem da coluna através de forames intervertebrais localizados lateralmente.
Os ramos anteriores de C1 a C4 formam as raízes do plexo cervical.
O plexo cervical consiste em uma série irregular de alças nervosas (primárias) e nos ramos que se originam das alças.
Cada ramo participante, com exceção do primeiro, divide-se em ramos ascendente e descendente que se unem aos ramos do nervo espinal adjacente para formar as alças.
Imagem: https://commons.wikimedia.org
O plexo cervical situa-se anteromedialmente aos músculos levantador da escápula e escaleno médio e profundamente ao músculo esternocleidomastóideo (ECM).
Os ramos superficiais do plexo que inicialmente seguem em sentido posterior são ramos cutâneos (sensitivos).
Os ramos profundos que seguem em sentido anteromedial são ramos motores, inclusive as raízes do nervo frênico (para o diafragma) e a alça cervical.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Divisões Primárias Posteriores

O C1 (nervo suboccipital) é o único ramo da primeira divisão primária posterior; é um nervo motor para os músculos do trígono suboccipital, com algumas poucas fibras sensitivas.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Divisões Primárias Anteriores

As divisões primárias anteriores dos quatro primeiros nervos cervicais formam o plexo cervical.
As divisões dos quatro últimos, juntamente com as do primeiro nervo torácico, formam o plexo braquial.

origem dos ramos

O primeiro nervo cervical, alcança o plexo formando uma alça com fibras de segundo nervo cervical. Esta junção não é sempre frequente.
Desta alça, ou diretamente de C2, saem fibras que se unem-se momentaneamente e depois se
separam do nervo hipoglosso (NC XII) enquanto atravessa a região cervical lateral.
Estas fibras constituem a raiz superior da alça cervical e alguns autores a denominam ramo descendente do n. hipoglosso.
No entanto, ela não possui fibras daquele nervo craniano.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
Ramos do e nervos cervicais se unem em um ramo que forma a raiz inferior da alça cervical.
Desta maneira, a alça cervical se completa com a união de suas raízes superior e inferior, formando uma alça secundária, a alça cervical, formada por fibras dos nervos espinais C1, C2 e C3, que se ramificam a partir da alça para suprir os músculos infra-hióideos (omo-hióideo, esternotireóideo e esterno-hióideo).
O quarto músculo infra-hióideo, o tíreo-hióideo, recebe fibras de C1, que descem separadas do nervo hipoglosso, distalmente à raiz superior da alça cervical (nervo para o músculo tíreo-hióideo).
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
De C3, C4 e C5 originam-se ramos que se unem para formar um dos nervos mais importantes do plexo cervical, o n. frênico, que inerva o m. diafragma.
O ramo de C5 é uma contribuição acessória, pois este nervo pertence ao plexo braquial.
O nervo frênico situa-se, no seu trajeto descendente, sobre o m. escaleno anterior e passa entre a artéria e veia subclávias para adentrar o tórax.
Em 1/3 dos casos pode existir um nervo frênico acessório.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
De C2, C3 e C4 partem ramos que se unem ao nervo acessório e com ele chegam aos músculos
esternocleidomastóideo e trapézio, mas estas fibras são sensitivas.
De C1 a C4 partem ramos musculares para inervação dos músculos escalenos e pré-vertebrais.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Distribuição dos Nervos Cutâneos do plexo cervical

Os ramos cutâneos do plexo cervical emergem ao redor do meio da margem posterior do músculo ECM, muitas vezes denominado ponto nervoso do pescoço.
Ramos inconstantes do n. vago parecem atingir, também, o plexo cervical.
Do plexo originam-se ramos cutâneos, essencialmente sensitivos e ramos musculares, essencialmente motores.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Ramos Cutâneos

Os grandes ramos do plexo cervical são os cutâneos e surgem na borda posterior do músculo esternocleidomastóideo (ECM), ponto de referência importante para sua identificação.

Nervo Occipital Menor

Geralmente é um ramo direto de C2.
É o mais superior dos nervos cutâneos do plexo cervical e  corre, com trajeto ascendente, em direção ao processo mastóide.
Supre a pele do pescoço e o couro cabeludo postero-superior à orelha.
Estabelece comunicações com os nervos occipital maior (ramo dorsal de C2), acessório (XI par craniano), auricular posterior (ramo do n. facial) e grande auricular (ramo do plexo cervical).
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Nervo Auricular Magno

Parte dos troncos de C2 e C3 unem-se para formar estes dois
nervos cutâneos.
O nervo auricular magno emerge junto à borda posterior do m.
esternocleidomastóideo.
Ascende verticalmente através do ECM até o polo inferior da glândula parótida, onde se divide para suprir a pele sobrejacente e a bainha que circunda a glândula, o processo mastoide, as duas faces da orelha e uma área de pele que se estende do ângulo da mandíbula até o processo mastoide.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

nervo cervical transverso

Circunda a borda posterior do m. esternocleidomastóideo e se
divide em ramos que suprem a maior porção da pele da parte anterior do pescoço.
Possui fibras de C2 e C3 e inerva, com seus ramos superiores e inferiores, a pele das regiões supra e infra-hióidea.
Curva-se ao redor do meio da margem posterior do músculo  ECM inferiormente ao nervo  auricular magno e segue em  sentido anterior e horizontal através dele profundamente à veia jugular externa (VJE) e ao músculo platisma, dividindo-se em ramos superior e inferior.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Nervos Supraclaviculares

Parte de C3 une-se à uma importante divisão de C4 para formar um tronco comum que logo se divide em nervos supraclaviculares, anterior, médio e posterior.
Estes nervos tem trajeto  descendente, cruzam a clavícula, superficialmente, e inervam a pele do ombro até o plano mediano.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Ramos Comunicantes

A comunicação com o nervo hipoglosso a partir de C1 e C2 transporta fibras motoras para os músculos gênio-hióideo e tireo-hióideo e para os músculos esterno-hióideo e esterno-tireóideo através do nervo hipoglosso descendente (raiz superior da alça cervical)
As fibras sensitivas são conduzidas para a dura-máter da fossa posterior do crânio via ramo meníngeo recorrente do nervo hipoglosso. 
A comunicação do nervo vago a partir de C1 é de função indeterminada, no entanto, o vago ocasionalmente distribui fibras para para os músculos infrahióideos que são freqüentemente distribuídas pelo nervo hipoglosso descendente.
 As comunicações do gânglio simpático cervical superior para os quatro primeiros nervos cervicais são, provavelmente, a fonte das fibras vasomotoras. (Estas são ramos para os nervos periféricos e não apenas ramos para as divisões primárias anteriores).
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Ramos Musculares

O cervical descendente (C2 e C3) inerva os dois ventres do omo-hióideo e reúne-se ao hipoglosso descendente para formar a alça do hipoglosso (ou alça cervical). 
Há um ramo para o músculo esternocleidomastóideo oriundo de C2 e ramos para o músculo trapézio (C3 e C4).
Ramos para a musculatura vertebral adjacente inervam: o reto lateral da cabeça e o reto anterior da cabeça (C1), o longo da cabeça (C2 e C4), o longo do pescoço (C1- C4), o escaleno médio (C3 e C4), o escaleno anterior (C4) e o elevador da escápula (C3-C5).
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Nervo Frênico

Origina-se principalmente do nervo C4, mas recebe contribuições dos nervos C3 e C5. 
Contêm fibras nervosas motoras, sensitivas e simpáticas
Esse nervo proporciona o
único suprimento motor para o m. diafragma e o suprimento sensitivo de sua parte central.
No tórax, cada nervo frênico supre a parte mediastinal da pleura parietal e o pericárdio.
A contribuição do nervo C5 para o nervo frênico pode ser derivada de um nervo frênico acessório.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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