Vasos da cabeça – artérias

artérias do couro cabeludo e superficiais da face

A face é ricamente suprida por artérias superficiais e veias externas, como comprovam o rubor e a palidez (p. ex., ao empalidecer por causa do frio).

Os ramos terminais de artérias e veias anastomosam-se livremente, o que inclui anastomoses através da linha mediana com seus pares contralaterais.

A maioria das artérias superficiais da face é ramo ou derivada de ramos da artéria carótida externa.

A face recebe um rico suprimento sanguíneo proveniente de dois vasos principais, as artérias facial e temporal superficial.

A artéria facial é a principal responsável pelo suprimento arterial da face. Origina-se da artéria carótida externa e espirala-se até a margem inferior da mandíbula, imediatamente anterior ao músculo masseter.

Nesse local a artéria está em posição superficial, imediatamente profunda ao músculo platisma.

O couro cabeludo tem uma rica vascularização. As artérias seguem na segunda camada do couro cabeludo, a camada de tecido conectivo subcutâneo entre a pele e a aponeurose epicrânica.

Imagem: https://commons.wikimedia.org
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NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

O couro cabeludo tem uma rica vascularização.

 As artérias seguem na segunda camada do couro cabeludo, a camada de tecido conectivo subcutâneo entre a pele e a aponeurose epicrânica.

As artérias anastomosam-se livremente com artérias adjacentes e, através da linha média, com a artéria contralateral.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

A. Facial

origem

A. carótida externa.

trajeto

Ascende profundamente à glândula submandibular; espirala-se ao redor da margem inferior da mandíbula e entra na face.

distribuição

Músculos da expressão facial e face.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Labial inferior

origem

A. facial perto do ângulo da boca.

trajeto

Segue medialmente no lábio inferior.

distribuição

Lábio inferior.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Labial superior

origem

A. facial perto do ângulo da boca.

trajeto

Segue medialmente no lábio superior.

distribuição

Lábio superior e asa (lateral) e septo do nariz.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Nasal lateral

origem

A. facial quando ascende ao longo do nariz.

trajeto

Segue até a asa do nariz.

distribuição

Pele na asa e dorso do nariz.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Angular

origem

Ramo terminal da a. facial.

trajeto

Segue até o ângulo medial do olho.

distribuição

Parte superior da bochecha e pálpebra inferior.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Occipital

origem

A. carótida externa.

trajeto

Segue medial ao ventre posterior do m. digástrico e processo mastoide; acompanha o n. occipital na região occipital.

distribuição

Couro cabeludo do dorso da cabeça, até o vértice.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Auricular posterior

origem

A. carótida externa.

trajeto

Segue posteriormente, profundamente à glândula parótida, ao longo do processo estiloide, entre o processo mastoide e a orelha

distribuição

Orelha e couro cabeludo posterior à orelha.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Temporal superficial

origem

Ramo terminal menor da a. carótida externa.

trajeto

Ascende anteriormente à orelha até a região temporal e termina no couro cabeludo.

distribuição

Músculos faciais e pele das regiões frontal e temporal.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Facial transversa

origem

A. temporal superficial na
glândula parótida.

trajeto

Atravessa a face superficialmente ao m. masseter e inferiormente ao arco zigomático.

distribuição

Glândula parótida e ducto parotídeo, músculos e pele da face.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Mentual

origem

Ramo terminal da a. alveolar inferior.

trajeto

Emerge do forame mentual e segue até o queixo.

distribuição

Músculos faciais e pele do queixo.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Supraorbital

origem

A. carótida interna – Ramo terminal da a. oftálmica.

trajeto

Segue superiormente a partir do forame supraorbital.

distribuição

Músculos e pele da fronte e couro cabeludo e túnica conjuntiva superior.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

a. Supratroclear

origem

A. carótida interna – Ramo terminal da a. oftálmica.

trajeto

Segue superiormente a partir da incisura supratroclear.

distribuição

Músculos e pele da fronte e couro cabeludo e túnica
conjuntiva superior.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Irrigação arterial do encéfalo

Embora represente apenas cerca de 2,5% do peso do corpo, o encéfalo recebe aproximadamente um sexto do débito cardíaco e um quinto do oxigênio consumido pelo corpo em repouso.

A vascularização encefálica provém das artérias carótida interna e vertebral.

O círculo arterial do cérebro (de Willis) é um arranjo quase pentagonal de vasos na face anterior do encéfalo.

ARTÉRIAS CARÓTIDAS INTERNAS

As artérias carótidas internas originam-se no pescoço a partir das artérias carótidas comuns.

A parte cervical de cada artéria ascende verticalmente através do pescoço, sem ramificações, até a base do crânio.

Cada artéria carótida interna entra na cavidade do crânio através do canal carótico na parte petrosa do temporal.

Os ramos terminais das artérias carótidas internas são as artérias cerebrais anterior e média.

As artérias cerebrais anteriores são unidas pela artéria comunicante anterior. Perto de seu término, as artérias carótidas internas são unidas às artérias cerebrais posteriores pelas artérias comunicantes posteriores, completando o círculo arterial do cérebro ao redor da fossa interpeduncular.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

ARTÉRIAS VERTEBRAIS

As artérias vertebrais originam-se na raiz do pescoço (as partes pré-vertebrais das artérias vertebrais).

As duas artérias vertebrais geralmente têm tamanhos diferentes, sendo a esquerda maior do que a direita.

As partes atlânticas das artérias vertebrais (partes relacionadas com o atlas, vértebra C-I) perfuram a dura-máter e a aracnoide-máter e atravessam o forame magno.

As partes intracranianas das artérias vertebrais unem-se na margem caudal da ponte para formar a artéria basilar.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

ARTÉRIA basilar

A artéria basilar, assim denominada em face de sua íntima relação com a base do crânio, ascende até o clivo, a face inclinada do dorso da sela até o forame magno, através da cisterna pontocerebelar até a margem superior da ponte.

Termina dividindo-se em duas artérias cerebrais posteriores.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

ARTÉRIAS CEREBRAIS

Além de enviar ramos para as partes mais profundas do encéfalo, os ramos corticais de cada artéria cerebral irrigam uma superfície e um polo do cérebro.

 

Os ramos corticais da:

Artéria cerebral anterior irrigam a maior parte das faces medial e superior do encéfalo e o polo frontal.

Artéria cerebral média irrigam a face lateral do encéfalo e o polo temporal.

Artéria cerebral posterior irrigam a face inferior do encéfalo e o polo occipital.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

polígono de Willis

O polígono de Willis ou círculo de Willis (também chamado de círculo arterial cerebral ou círculo arterial de Willis) é um círculo de artérias que suprem o cérebro.

Foi nomeado em homenagem a Thomas Willis (16211673), médico inglês desempenhou um papel importante na história das ciências médicas.

As artérias carótida interna e basilar convergem, dividem-se e anastomosam-se para formar o círculo arterial do cérebro (de Willis).

O polo temporal esquerdo foi removido para mostrar a artéria cerebral média no sulco lateral do encéfalo.

Os lobos frontais estão separados para expor as artérias cerebrais anteriores.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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