veias superficiais do couro cabeludo e externas da face

O retorno venoso a partir da face é essencialmente superficial.
A maioria das veias externas da face é drenada por veias que acompanham as artérias da face.
A drenagem venosa das partes superficiais do couro cabeludo é feita através das veias acompanhantes das artérias do couro cabeludo.
As veias de paredes finas, sem válvulas, que drenam o encéfalo perfuram a aracnoide e as lâminas meníngeas da dura-máter e terminam nos seios venosos da dura-máter mais próximos.

v. Supratroclear

origem

Começa no plexo venoso na fronte e no couro cabeludo, através do qual se comunica com o ramo frontal da v. temporal superficial, a veia contralateral e v. supraorbital.

trajeto

Desce perto da linha mediana da fronte até a raiz do nariz, onde se une à v. supraorbital.

término

V. angular na raiz do nariz.

área drenada

Parte anterior do couro cabeludo e da fronte.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

v. Supraorbital

origem

Começa na fronte anastomosando-se com a tributária frontal da v. temporal superficial.

trajeto

Segue medialmente superior à órbita; une-se à v. supratroclear; um ramo atravessa a incisura supraorbital e se une à v. oftálmica superior.

término

V. angular na raiz do nariz.

área drenada

Parte anterior do couro cabeludo e da fronte.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

v. Angular

origem

Começa na raiz do nariz pela união das Vv. supratroclear e supraorbital.

trajeto

Desce obliquamente ao longo da raiz e face lateral do nariz até a  margem orbital inferior.

término

Torna-se a v. facial na margem
inferior da órbita.

área drenada

Parte anterior do couro cabeludo e fronte; pálpebras superior e inferior e túnica conjuntiva; pode receber a drenagem do seio cavernoso.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

v. Facial

origem

Continuação da v. angular além da margem inferior da órbita.

trajeto

Desce ao longo da margem lateral do nariz, recebendo as Vv. nasal externa e palpebral inferior; depois segue obliquamente através da face para cruzar a margem inferior da mandíbula; recebe comunicação da v. retromandibular (depois do que, às vezes, é denominada v. facial comum).

término

V. jugular interna oposta ou inferior ao nível do hioide.

área drenada

Parte anterior do couro cabeludo e fronte; pálpebras; parte externa do nariz; região anterior da bochecha; lábios; queixo; e glândula submandibular.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

v. Facial profunda

origem

Plexo venoso pterigóideo.

trajeto

Segue anteriormente sobre a maxila, superiormente ao m. bucinador e profundamente ao m. masseter, emergindo medialmente à margem anterior do m. masseter para a face.

término

Entra na face posterior da v. facial.

área drenada

Fossa infratemporal (a maioria das áreas supridas pela a. maxilar).
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

v. Temporal superficial

origem

Começa a partir do amplo plexo venoso na lateral do couro cabeludo e ao longo do arco zigomático.

trajeto

As tributárias frontal e parietal se
unem anteriormente à orelha; cruza a raiz temporal do arco zigomático para sair da região temporal e entrar na substância da glândula parótida.

término

Une-se à veia maxilar
posteriormente ao colo da mandíbula para formar a v.
retromandibular.

área drenada

Região lateral do couro cabeludo; face superficial do m. temporal; e
orelha externa.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

v. Retromandibular

origem

Formada anteriormente à orelha pela união das Vv. temporal superficial e maxilar.

trajeto

Segue posterior e profundamente ao ramo da mandíbula através da
substância da glândula parótida;
comunica-se na extremidade inferior com a veia facial.

término

Une-se à v. auricular posterior para formar a v. jugular externa.

área drenada

Glândula parótida e m. masseter.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

drenagem venosa do encéfalo

As veias de paredes finas, sem válvulas, que drenam o encéfalo perfuram a aracnoide e as lâminas meníngeas da dura-máter e terminam nos seios venosos da dura-máter mais próximos, que drenam, em sua maior parte, para as veias jugulares internas.
As veias cerebrais superiores na face superolateral do encéfalo drenam para o seio sagital superior; as veias cerebrais inferiores e a veia cerebral superficial média, oriundas das faces inferior, posteroinferior e profunda dos hemisférios cerebrais, drenam para os seios reto, transverso e petroso superior.
A veia cerebral magna (de Galeno) é uma veia única, mediana, que se forma no encéfalo pela união de duas veias cerebrais internas; termina fundindo-se ao seio sagital inferior para formar o seio reto.
O cerebelo é drenado pelas veias cerebelares superiores e inferiores, que drenam a respectiva face do cerebelo para os seios transverso e sigmóideo.

seios venosos da dura-máter

Os seios venosos da dura-máter são espaços revestidos por endotélio entre as lâminas periosteal e meníngea da dura.
Formam-se nos locais onde os septos durais se fixam ao longo da margem livre da foice do cérebro e em relação às formações do assoalho do crânio.

seio sagital superior

Situa-se na margem fixada convexa da foice do cérebro.
Começa na crista etmoidal e termina perto da protuberância occipital interna na confluência dos seios, um local de reunião dos seios sagital superior, reto, occipital e transverso.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seio sagital inferior

É muito menor do que o seio sagital superior.
Segue na margem livre côncava inferior da foice do cérebro e termina no seio reto.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seio reto

O seio reto é formado pela união do seio sagital inferior com a veia cerebral magna.
Segue em sentido inferoposterior ao longo da linha de fixação da foice do cérebro até o tentório do cerebelo, onde se une à confluência dos seios.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seios transversos

Seguem lateralmente a partir da confluência dos seios, formando um sulco nos occipitais e nos
ângulos posteroinferiores dos parietais.
Os seios transversos seguem ao longo das margens do tentório do cerebelo fixadas posterolateralmente e, depois, tornam-se os seios sigmóideos à medida que se aproximam da face posterior das partes petrosas dos temporais.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seios sigmóideos

Os seios sigmóideos seguem trajetos em forma de “S” na fossa posterior do crânio, formando sulcos profundos no temporal e no occipital.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seio occipital

O seio occipital situa-se na margem fixada da foice do cerebelo e termina superiormente na confluência dos seios.
O seio occipital comunica-se inferiormente com o plexo venoso vertebral interno.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seio cavernoso

É um grande plexo venoso que está localizado de cada lado da sela turca, sobre a face superior do corpo do esfenoide, que contém o seio esfenoidal.
O seio cavernoso consiste em um plexo venoso com paredes extremamente finas, que se estende anteriormente da fissura orbital superior até o ápice da parte petrosa do temporal posteriormente.
Recebe sangue das veias oftálmicas superior e inferior, veia cerebral média superficial e seio esfenoparietal.
Os canais venosos nesses seios comunicam-se entre si através de canais venosos anteriores e posteriores ao pedículo da hipófise — os seios intercavernosos.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

seios petrosos - superiores e inferiores

Os seios petrosos superiores iniciam-se nas extremidades posteriores das veias que formam o seio cavernoso e seguem até os seios transversos no local onde esses seios curvam-se inferiormente para formar os seios sigmóideos.
Cada seio petroso superior está situado na margem anterolateral fixa do tentório do cerebelo, que se fixa à margem superior da parte petrosa do temporal.

Os seios petrosos inferiores também começam na extremidade posterior do seio cavernoso inferiormente.
Cada seio petroso inferior segue em um sulco entre a parte petrosa do temporal e a parte basilar do occipital.
O plexo basilar une os seios petrosos inferiores e comunica-se inferiormente com o plexo venoso vertebral interno.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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