Os ventrículos são dilatações do canal do tubo neural.
São quatro ventrículos encefálicos:
ventrículo lateral direito,
ventrículo lateral esquerdo,
IIIº ventrículo 
e IVº ventrículo.
 
No interior dos ventrículos está o plexo corióide / coróide, produtor do líquido cereberospinal.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Ventrículos laterais

São cavidades em forma de letra C, localizadas no telencéfalo.
Cada ventrículo lateral é constituído por cinco partes:
Corno frontal, corno occipital, corno temporal, parte central e o átrio.
 
Geralmente o ventrículo lateral esquerdo é maior que o direito.
No assoalho do ventrículo lateral está o plexo corióideo.

Corno frontal do ventrículo lateral

Está localizado anteriormente ao forame interventricular (comunicação do ventrículo lateral com o IIIº ventrículo).
A parede medial é formada pelo septo pelúcido; parede lateral formada pela cabeça do núcleo caudado, as paredes anterior e superior formadas pelo joelho do corpo caloso e, a parede inferior formada pelo rostro do corpo caloso.
O corno frontal não apresenta plexo corióide.

Corno temporal do ventrículo lateral

Atravessa o lobo temporal.
Próximo a sua parede medial está a cauda do núcleo caudado.
O corpo amigdalóideforma uma saliência na porção anterior do corno temporal.
Suas paredes inferior e medial se relacionam com o hipocampo.

Corno occipital

Projeta-se para o lobo occipital, geralmente é maior no lado esquerdo.

Parte central e átrio do ventrículo lateral

O corpo estende-se inferiormente ao tronco do corpo caloso.
Medialmente é limitado pelo septo pelúcido.
O átrio é a expansão do ventrículo lateral na junção entre a parte central, corno temporal e corno occipital.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

TERCEIRO ventrículo

É uma cavidade mediana estreita, localizada no diencéfalo.
Comunica-se com os ventrículos laterais por meio dos forames interventriculares e, com o IVº ventrículo pelo aqueduto do mesencéfalo.
O assoalho do IIIº ventrículo estende-se do quiasma óptico até a abertura do aqueduto do mesencéfalo.
As paredes laterais são formadas pelas faces medias dos tálamos.
A parede posterior é formada pelo epitálamo.
A tela corióidea (com o plexo corióideo) forma o teto do IIIº ventrículo.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

QUARTO ventrículo

Cavidade que se comunica com o espaço subaracnóideo.
Está localizado entre o tronco encefálico (bulbo e ponte anteriormente) e o cerebelo (posteriormente).
O assoalho do IVº ventrículo é a fossa rombóidea.
O teto é formado pelo véu medular superior, nódulo do cerebelo, véu medular inferior e a tela corióidea.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

Circulação liquórica

O líquido cerebrospinal é incolor, ocupando o espaço subaracnóideo.
O indivíduo adulto contém cerca de 120 a 150 ml de líquido cerebrospinal.
A produção liquórica é constante, realizada pelo epêndima dos plexos corióideos (localizados no assoalho dos ventrículos laterais e tetos dos IIIº e IVº ventrículos), cerca de 500 ml por dia.
Dos ventrículos laterais, o líquido cerebrospinal flui para o IIIº ventrículo pelos forames interventriculares (“Monro”), posteriormente passa para o IVº ventrículo pelo aqueduto do mesencéfalo (“de Sylvius”).
No IVº ventrículo, o líquido cerebrospinal flui para o espaço subaracnóideo medular, por meio de três aberturas: uma abertura mediana  (“de Mangendie”), e duas aberturas laterais (“de Luschka”).
Nesse ponto, o liquido cerebrospinal preenche todo o espaço subaracnóideo medular e encefálico, preenchendo as cisternas do encéfalo e a cisterna lombar (medular).
A absorção do líquido cerebrospinal ocorre nas granulações aracnóideas.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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