Ossos da pelve

Os ossos da pelve se unem anterior­mente na sínfise púbica e posteriormente com o sa­cro.

O osso da pelve é do tipo plano e suas funções incluem as de movimento (par­ticipa das articulações com o sacro e o fêmur), de defesa (protege os órgãos pélvicos), e de sustentação (transmite aos membros inferiores o peso de todos os segmentos do corpo situados acima dele).

Em razão destas múltiplas funções o osso do quadril tem uma estrutura complexa e sua  formação envolve três ossos isolados: o ílio, o ísquio e o púbis.

* P & R = Peso x Resistência

Observe que estas três peças ósseas se unem na região onde mais se faz sentir o peso suportado pelo osso do quadril, isto é, no centro do acetábulo, fossa articular que recebe a cabeça do fémur.

Assim, é neste ponto que se dá a união entre o esqueleto apendicular do membro inferior e a cintura pélvica.

No homem, até a puberdade as três peças ósseas que constituem o osso da pelve permanecem unidas umas às outras por cartilagem;  a  partir desta  época dá-se a ossificação da cartilagem e o osso do quadril passa a ser  único, embora se conserve as denominações das peças ósseas que o constituem originalmente.

Observe o osso do quadril visto lateralmen­te e localize o acetábulo, fossa articu­lar que recebe a cabeça do fêmur.

A parede desta cavidade é interrompida, inferiormente, pela incisura do acetábulo.

Note que no acetábulo é possível dis­tinguir uma porção lisa em forma de ferradura, a face semilunar, e outra, situada entre os ramos da ferradura, rebaixada, a fossa do acetábulo, contínua com a incisura do acetábulo.

A cabeça do fêmur desliza na face semilunar, sendo esta, portanto, a porção articular do acetábulo.

Inferiormente ao acetábulo vê-se uma gran­de abertura, o forame obturado, assim denominado porque no vivente ele é fechado, exceto numa pequena porção superior, pela membrana obturadora.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

Ílio

São os principais acidentes do osso ílio:

 

Asa ilíaca – Superfície glútea e Fossa ilíaca;

Face glútea da asa do ílio;

Linhas glúteas posterior, anterior e inferior;

Crista ilíaca;

Espinhas ilíacas ântero-superior e ântero-inferior;

Espinhas ilíacas póstero-superior e póstero-inferior;

Tuberosidade ilíaca;

Corpo do ílio;

Linha arqueada;

Face auricular.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

Ísquio

São os principais acidentes do osso ísquio:

 

Incisura isquiática maior e menor.

Corpo do ísquio;

Espinha isquiática;

Tuberosidade isquiática;

Ramo do ísquio.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

Púbis

São os principais acidentes do osso púbis:

 

Ramo superior e inferior do púbis;

Linha pectínea;

Tubérculo púbico;

Sínfise púbica (articulação).

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011

veja a nomenclatura completa em nossa vídeo-aula

Construção da pelve

Articulados entre si, através da sínfise púbica anteriormente, e do sa­cro posteriormente, os ossos do quadril constituem a pelve óssea.

O estreito superior da pelve, no nível das linhas arqueadas, divide a pelve numa porção superior, a pelve maior (ou falsa) e outra inferior, a pelve menor (ou verdadeira).

A pelve maior abriga órgãos abdominais, enquanto que a pelve menor abriga órgãos do sistema genital e par­tes terminais do sistema digestivo.

A pelve masculina tende a apresentar ossos mais pesados, com relevos mais salientes e cavidade pélvi­ca (pelve menor) mais profunda.

O estreito superior apresenta-se com a forma de “copas” de baralho e o ângulo subpúbico é mais agudo, sendo menor que 90°.

Na pelve feminina, os ossos são mais leves e delicados, com relevos menos salientes e cavidade pélvica mais rasa.

As distâncias entre as espinhas isquiáticas e entre as tuberosidades isquiáticas são maiores que no sexo masculino.

Além disso, na mu­lher, o estreito superior é redondo ou oval e o ângulo subpúbico é maior que 90°.

Nem sempre, entretanto, estas di­ferenças são marcantes.

Tipos de pelve

Para acomodar o feto durante toda gestação, a pelve feminina é mais larga do que nos homens; a pelve tem fundamental importância na proteção dos órgãos localizados na cavidade pélvica, também atua como ponto de fixação para os músculos do períneo e dos membros inferiores.

Servindo para sustentar o tronco e promover uma área para inserção das extremidades inferiores, atuando na transferência de peso para os membros inferiores; a diferença de tamanho entre pelve masculina e feminina, também é uma característica útil na determinação do sexo em ossadas e fósseis humanos.

Figuras A e B com bebês em situação longitudinal, pois o maior eixo do feto coincide com o maior eixo materno.

Na figura A a apresentação é cefálica, pois a cabeça irá nascer primeiro.

Na figura B a apresentação é pélvica, pois as nádegas irão nascer primeiro.

Na figura C a situação é transversal, pois o feto está “atravessado”.

A abertura superior da pelve humana pode ter até 4 formas :

Ginecóide: Arredondada, mais favorável ao parto. É a mais comum entre as mulheres.

Andróide: Forma de coração. É a mais comum entre os homens.

Antropóide: Alongada.

Platipelóide: Achatada

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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