Pulmões

Os pulmões são os principais órgãos do sistema respiratório.

Eles estão localizados no tórax, em ambos os lados do mediastino.

A função dos pulmões é oxigenar o sangue.

Eles conseguem isso trazendo o ar inspirado até os capilares pulmonares para um contato próximo com o sangue pobre em oxigênio.

Cada pulmão é circundado por uma cavidade pleural, que é formada pelas pleura visceral e parietal.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Eles estão suspensos no mediastino pela raiz do pulmão – uma coleção de estruturas que entram e saem dos pulmões.

As superfícies mediais dos dois pulmões estão muito próximas de várias estruturas mediastinais:

Pulmão direito

Coração

Esôfago

Veia cava superior

Veia cava inferior

Veia ázigo

Pulmão esquerdo

Coração

Esôfago

Arco de aorta

Aorta torácica

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

morfologia

O pulmão esquerdo é ligeiramente menor que o direito – isto é devido à presença do coração.

Cada pulmão consiste em:

 

Ápice – A extremidade superior do pulmão.

Se projeta para cima, acima do nível da primeira costela e na raiz do pescoço.

Base – A superfície inferior do pulmão, que fica apoiada no m. diafragma.


Lobos (dois ou três) – Estes são separados por fissuras no pulmão.


Superfícies (três) – Correspondem à área do tórax que elas entram em contato.

São denominadas: costais (laterais), mediastinais (mediais) e diafragmáticas (inferiores).


Bordas ou margens (três) – São denominadas: bordas anterior, inferior e posterior.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Lobos e fissuras

Os pulmões direito e esquerdo não possuem uma estrutura lobular idêntica.

 

O pulmão direito tem três lobos: superior, médio e inferior.

 

Os lobos são divididos um do outro por duas fissuras:

 

Fissura oblíqua – Corre da borda inferior do pulmão em uma direção súpero-posterior, até encontrar a borda posterior do pulmão.

Fissura horizontal – Corre horizontalmente a partir do esterno, no nível da quarta costela, para atender à fissura oblíqua.

 

O pulmão esquerdo contém lobos superiores e inferiores, separados por uma fissura oblíqua similar.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Superfícies

Existem três superfícies pulmonares, cada uma correspondendo a uma área do tórax.

 

A superfície mediastinal (medial) do pulmão está voltada para o aspecto lateral do mediastino médio.

O hilo pulmonar (onde as estruturas entram e saem do pulmão) está localizado nessa superfície.

 

A base do pulmão é formada pela superfície diafragmática.

Ele repousa sobre a cúpula do diafragma e tem uma forma côncava.

Esta concavidade é mais profunda no pulmão direito, devido à maior posição da cúpula direita sobre o fígado.

 

A superfície costal (lateral) é lisa e convexa.

Está virado para a superfície interna da parede torácica.

Está relacionado com a pleura parietal, que a separa das costelas e dos músculos intercostais mais internos.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

bordas ou margens

A borda anterior do pulmão é formada pela convergência das superfícies mediastinal e costal.

No pulmão esquerdo, a borda anterior é marcada por um entalhe profundo, criado pelo ápice do coração.

É conhecido como entalhe cardíaco.

 

A borda inferior separa a base do pulmão das superfícies costal e mediastinal.

 

A borda posterior é lisa e arredondada (em contraste com as bordas anterior e inferior, que são afiadas).

É formada pelas superfícies costal e mediastinal que se encontram posteriormente.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Raiz e Hilo

A raiz do pulmão é uma junção de estruturas que suspendem os pulmões no mediastino.

Cada raiz contém um brônquio, artéria pulmonar, duas veias pulmonares, vasos brônquicos, plexos pulmonares de nervos e vasos linfáticos.

Todas estas estruturas entram ou saem do pulmão através do hilo pulmonar – uma área em forma de cunha na sua superfície mediastinal.

São orifícios localizados nas porções internas dos pulmões.

árvore traqueobrônquica

A árvore brônquica é uma série de passagens que fornecem ar para os alvéolos dos pulmões.

Começa com a traqueia, que se divide em um brônquios principais esquerdo e direito.

 
Nota: O brônquio direito tem uma maior incidência de inalação de corpo estranho, devido à sua forma mais ampla e curso mais vertical.
 

O brônquio principal direito é mais largo, mais curto e mais vertical do que o brônquio principal esquerdo porque entra diretamente no hilo do pulmão.

O brônquio principal esquerdo segue infêro-lateralmente, inferiormente ao arco da aorta e anteriormente ao esôfago e à parte torácica da aorta, para chegar ao hilo do pulmão.

Nos pulmões, os brônquios ramificam-se de modo constante e dão origem à árvore traqueobronquial.

Observe que os ramos da árvore traqueobronquial são componentes da raiz de cada pulmão (formada pelos ramos da artéria e das veias pulmonares, além dos brônquios).


MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Cada brônquio principal (primário) divide-se em brônquios lobares secundários, dois à esquerda e três à direita, e cada um deles supre um lobo do pulmão.

Cada brônquio lobar divide-se em vários brônquios segmentares terciários, que suprem os segmentos broncopulmonares.

Além dos brônquios segmentares terciários, há 20 a 25 gerações de bronquíolos condutores ramificados que terminam como bronquíolos terminais, os menores bronquíolos condutores.
A parede dos bronquíolos não tem cartilagem.
Os bronquíolos condutores transportam ar, mas não têm glândulas nem alvéolos.
Cada bronquíolo terminal dá origem a diversas gerações de bronquíolos respiratórios, caracterizados por bolsas (alvéolos) de paredes finas e dispersos, que se originam de suas luzes.
O alvéolo pulmonar é a unidade estrutural básica de troca gasosa no pulmão.

Graças à presença dos alvéolos, os bronquíolos respiratórios participam tanto do transporte de ar quanto da troca gasosa.

Cada bronquíolo respiratório dá origem a 2 a 11 ductos alveolares, e cada um deles dá origem a 5 a 6 sacos alveolares.

Os ductos alveolares são vias respiratórias alongadas, densamente revestidas por alvéolos, que levam a espaços comuns, os sacos alveolares, nos quais se abrem grupos de alvéolos.

Novos alvéolos continuam a se desenvolver até cerca de 8 anos de idade, período em que há aproximadamente 300 milhões de alvéolos.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

brônquios segmentares

Os brônquios lobares subdividem-se em brônquios segmentares.

Cada um destes distribuindo-se a um segmento pulmonar, uma média de 10 segmentos em cada pulmão.

Pulmão direito

Brônquio Lobar Superior:

 

Segmentos: Apical (S1), posterior (S2) e anterior (S3).

Brônquio Lobar Médio:

 

Segmentos: Lateral (S4)  e medial (S5).

Brônquio Lobar Inferior:

 

Segmentos: Superior (S6), basal medial (S7), basal anterior (S8), basal lateral (S9) e basal posterior (S10).

Pulmão esquerdo

Brônquio Lobar Superior:

 

Divisão superior

Segmentos: Ápico-posterior (S1+S2) e anterior (S3).

 

Divisão inferior (Língular)

Segmentos: Superior (S4), inferior (S5).

Brônquio Lobar Inferior:

 

Segmentos: Superior (S6), basal ântero-medial (S7-S8), basal lateral (S9) e basal posterior (S10).

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

vascularização

Os pulmões são supridos com sangue desoxigenado pelas artérias pulmonares pareadas.

Uma vez que o sangue tenha recebido oxigenação, ele sai dos pulmões através de quatro veias pulmonares (duas para cada pulmão).

Os brônquios, raízes pulmonares, pleura visceral e tecidos pulmonares de apoio requerem um suprimento de sangue extra nutritivo.

Isto é entregue pelas artérias brônquiais, que surgem da aorta descendente.

As veias brônquiais fornecem drenagem venosa.

A veia brônquica direita drena para a veia ázigo, enquanto a esquerda drena para a veia hemiázigo acessória.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

inervação

Os nervos dos pulmões são derivados dos plexos pulmonares.

Apresentam fibras aferentes simpáticas, parassimpáticas e viscerais:

 

Parassimpático: Derivado do nervo vago.

Eles estimulam a secreção das glândulas brônquicas, a contração do músculo liso brônquico e a vasodilatação dos vasos pulmonares.

 

Simpático: Derivado dos troncos simpáticos.

Eles estimulam o relaxamento do músculo liso brônquico e a vasoconstrição dos vasos pulmonares.

 

Aferente visceral: Conduza os impulsos dolorosos para o gânglio sensitivo do nervo vago.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

pleuras

Cada pulmão é revestido e envolvido por um saco pleural seroso formado por duas membranas contínuas:

A pleura visceral, que reveste toda a superfície pulmonar, formando sua face externa brilhante;

E a pleura parietal, que reveste as cavidades pulmonares.

A cavidade pleural — o espaço virtual entre as camadas de pleura — contém uma camada capilar de líquido pleural seroso, que lubrifica as superfícies pleurais e permite que as camadas de pleura deslizem suavemente uma sobre a outra, durante a respiração.

pleura visceral (pulmonar)

Está aposta ao pulmão e aderida a todas as suas superfícies, inclusive as fissuras horizontal e oblíqua.

Ela torna a superfície do pulmão lisa e escorregadia, permitindo o livre movimento sobre a pleura parietal.

A pleura visceral é contínua com a pleura parietal no hilo do pulmão, onde estruturas que formam a raiz do pulmão.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

pleura parietal (parede torácica)

Reveste as cavidades pulmonares, aderindo, assim, à parede torácica, ao mediastino e ao diafragma.

Tem três partes: costal, mediastinal e diafragmática — e a cúpula da pleura (pleura cervical).

A parte costal da pleura parietal (pleura costovertebral ou costal) cobre as faces internas da parede torácica.

Está separada da face interna da parede torácica (esterno, costelas e cartilagens costais, músculos e membranas intercostais e faces laterais das vértebras torácicas) pela fáscia endotorácica.

Essa camada extrapleural fina de tecido conectivo frouxo forma um plano de clivagem natural para a separação cirúrgica da pleura costal da parede torácica
(ver no boxe azul “Acesso cirúrgico intratorácico extrapleural”, anteriormente).

A parte mediastinal da pleura parietal (pleura mediastinal) cobre as faces laterais do mediastino, a divisória de tecidos e órgãos que separam as cavidades pulmonares e seus sacos pleurais.

Continua superiormente até a raiz do pescoço na forma de cúpula da pleura.

É contínua com a pleura costal anterior e posteriormente e com a pleura diafragmática na parte inferior.

Superiormente à raiz do pulmão, a parte mediastinal é uma lâmina contínua em sentido anteroposterior entre o esterno e a coluna vertebral.

No hilo do pulmão, é a parte mediastinal que se reflete lateralmente sobre a raiz do pulmão e torna-se contínua com a pleura visceral.

A parte diafragmática da pleura parietal (pleura diafragmática) cobre a face superior (torácica) do diafragma de cada lado do mediastino, exceto ao longo de suas fixações (origens) costais e no local onde o diafragma está fundido ao pericárdio, a membrana fibrosserosa que envolve o coração.

Uma camada fina, mais elástica de fáscia endotorácica, a fáscia frenicopleural, une a parte diafragmática da pleura às fibras musculares do diafragma.

A cúpula da pleura cobre o ápice do pulmão (a parte do pulmão que se estende superiormente através da abertura superior do tórax até a raiz do pescoço.

É uma continuação superior das partes costal e mediastinal da pleura parietal.

A cúpula da pleura forma uma abóboda sobre o ápice, cuja parte mais alta situa-se 2 a 3 cm superiormente ao terço medial da clavícula, no nível do colo da costela I.

A cúpula da pleura é reforçada por uma extensão fibrosa da fáscia endotorácica, a membrana suprapleural (fáscia de Sibson).

A membrana fixa-se à margem interna da costela I e ao processo transverso da vértebra C VII.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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