No século XVII, em 1665, com o intuito de observar o que estava muito distante, como os planetas, e trabalhando no aperfeiçoamento dos equipamentos ópticos para que tal observação fosse possível, Robert Hooke teve a ideia de inverter as lentes e percebeu que era possível visibilizar estruturas tão pequenas que eram invisíveis a olho nu.
Assim ao examinar um pedaço de cortiça nesse aparato, pôde observar vários compartimentos vazios, aos quais denominou cellulas, que em latim significa “pequenos compartimentos fechados”.
Dessa forma deu-se origem ao precedente do microscópio de luz que conhecemos hoje e ao termo “célula”. Quatro anos depois da descoberta de Hooke, o médico e filósofo italiano Marcello Malpighi publicou descrições microscópicas de órgãos humanos, como o baço, rins e pele, e até hoje tem seu nome associado a estruturas como o corpúsculo renal (corpúsculo de Malpighi) e a uma região da epiderme (camada malpighiana).
Enquanto isso, na Holanda, com a habilidade de criar curvaturas em vidro – a princípio para avaliar a qualidade dos produtos com os quais trabalhava em uma loja atacadista – Anton Van Leewenhoek foi o primeiro a observar e descrever uma bactéria, em 1674.
Após anos dedicados a identificar e descrever microscopicamente amostras vegetais e animais, em 1700 Leewenhoek consagrou-se “o pai da Histologia”. Já no século XVIII, o interesse pelo mundo microscópico se tornou tão significativo, que microscópios começaram a ser produzidos industrialmente e comercializados por toda a Europa, especialmente na Alemanha, onde foi difundido seu uso no meio acadêmico, proporcionando um grande salto na área histológica.
Em meados do século XVIII, Rudolf Virchow, médico e antropologista, observou que as estruturas teciduais se modificavam quando havia doença, e tornou a análise histopatológica ferramenta essencial para elaborar as bases da patologia celular. No século XIX, a histologia já era uma disciplina acadêmica eminente.
Em 1848 foi elaborado o primeiro micrótomo adequado para o seccionamento de tecidos animais infiltrados por parafina e para torná-los mais firmes para o corte. A fim de destacar as diferentes estruturas biológicas nos tecidos, uma diversidade de corantes histológicos começaram a ser testados.
Eis que foi usada pela primeira vez em 1863 por Wilhelm von Waldeyer a técnica de coloração (com modificações posteriores) hematoxilina e eosina, frequentemente chamada por sua abreviação, HE, que destaca os núcleos das células em azularroxeado e o citoplasma em vermelho-róseo, considerada até hoje fundamental na coloração histológica de
rotina.
Em seguida estamos apresentando aos alunos dos cursos de Ciências Biológicas e da Saúde um pequeno dicionário onde apresentamos a origem dos primcipais nomes utilizados em Histologia.
Devemos ressaltar que este pequeno dicionário ainda não está completo, assim sendo solicitamos a colaboração dos senhores, que se encontrarem algum termo importante, novo ou mesmo definições que não estejam corretas, gostaríamos que entrassem em contato conosco, assim poderíamos atualizá-lo.
O email de contato é: mjsimoes_43@hotmail.com
Esperamos que aproveitam ao máximo;
Ricardo Santos Simões.
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